quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Intervenção Bissexta



"Perdendo o direito a ter um inconsciente, o homem precisa virar um escravo de seus neurônios e de sua cognição, perder sua posição de sujeito e a possibilidade de escolha a ela inerente - sem afeto, sem sofrimento, sem fala, sem rebelião. 
...as três correntes - o culturalismo, a Escola de Chicago e a Ego Psychology - sustentam quase sempre o objetivo de adaptar o indivíduo à sociedade e, para isso, privilegiam na doutrina freudiana o eu ao insconsciente, promovendo, como resume Roudinesco,  "uma verdadeira religião da felicidade e da integração"."
Marco Antônio Coutinho Jorge na apresentação do livro  - Elisabeth Roudinesco  Em defesa da psicanálise.




A última de fevereiro em uma das esquinas da Av. Paulista (Paulista com Frei Caneca).
 





 


 


 






 






O vídeo que acompanha o trabalho tem 16 minutos aproximadamente,  a diferença entre o original e este é o número de vezes que o loop é realizado,
aqui ele repete apenas um vez.
 

E a reação das pessoas:






2 comentários:

Teacher Nathália disse...

Hoje estou indo para a Paulista. Será que ainda está lá?
Um ponto para discussão: acho que as pessoas têm medo da arte nas ruas de São Paulo, diante de uma arte-intervenção,acho que as pessoas ficam receosas de mexer, olhar, observar,levar...talvez porque a arte rompe com qualquer ordem, com qualquer "provável". Espero que daqui para frente as pessoas sintam-se donas do espaço público e não tenham medo da interação!

Luís disse...

Não vai encontrá-la mais, fui trocar o cartão de Zona Azul e quando voltei já tinham levado.
A arte de rua em São Paulo é forte e o normal é encontrar grafites em paredes, postes, caixas de luz etc, encontrar um objeto 3D na rua e interagir de forma natural talvez ainda leve algum tempo.
Antes eu não ficava prá ver o que acontecia mas agora sim. Nesta altura do meu trabalho acho que importa saber se o que faço dialoga com o público. Parece que sim, porque apesar da grande maioria passar indiferente, quem interage aparenta, ao menos, ficar curioso(a) sobre o que é e o que faz uma coisa daquelas ali.
Logo posto um vídeo com as reações.